fim de semana na praia – parte II : chuva e manacá.

atrás daquele morro tem um pé de …
17/01/2010

Fim de Semana na Praia – Parte II : Chuva e Manacá.

O fim de semana na praia (a de areia) prometia. Fez sol na sexta e no sábado (apesar da opinião contrária da previsão do tempo. Incrível como esses caras erram, né não?)

Aí, acordamos no domingo, pensando em como faríamos pra fugir um pouco do sol abrasador.  Ledo engano: o domingo amanheceu chuvoso! (pra variar, ao contrário da previsão do tempo) e ficamos na cama tramando os planos.

Enquanto o sol surgia timidamente, já estávamos preparados pra voltar ao nosso restaurante preferido em todo o litoral: o Manacá.

Ele fica em Camburizinho e o Edinho Engel (chef/proprietário)  capricha na comida e no ambiente pra que você se sinta viajando mesmo. ( lembra daquela máxima  Riqniana que diz que comer num restaurante é o me mo que fazer uma pequena viagem?)

Só a chegada já vale a pena: jacas te esperam (nos pés, óbvio) no estacionamento.

Que, por sinal, é inusitado: afinal de contas, em qual restaurante você deixa o seu carro estacionado, entra numa van e vai até um ambiente legitimamente asiático-praiano?
Jardins suspensos, palafitas, vegetação exuberante, decoração fantástica. E ainda por cima, a comida é soberba!!

Começamos com o couvert que aliado ao clima/ambiente, te faz sonhar.

Abobrinhas à escabeche, ricota com pesto de salsinha, creme de camembert. Tudo isto com pãezinhos frescos e quentinhos.

Duas taças dum vinho branco chileno e estávamos prontos pra fazer os pedidos.

Antes disso, mais uma bela “curtida” no lugar e aproveitamos pra conversar e ouvir uma trilha sonora ao fundo de muito bom gosto. Dá vontade de ficar um tempão por lá.

O Edinho sempre manda uma saladinha pra você apreciar o verde em todos os sentidos.

Agora, sim. Vamos aos pedidos: a Dé foi de Peixe Caiçara, uma garoupa levinha com pirão de pimentão, coentro e banana da terra além do arroz de côco. Fantástico.

Eu, o Mr Camarão (literalmente), abusei do crustáceo mais uma vez. Eles vieram flambados, acompanhados de cuscus marroquino e molho de gengibre. Leves, delicados e saborosos.

Curtimos bastante os sabores e toda vez que vamos lá, fazemos a mesma indagação: como é que foi que o Edinho teve a idéia de fazer um belo restaurante justamente naquele lugar?

Num arroubo gastronômico, ainda pedimos uma sobremesa: a Mousse Cítrica com molho de limão siciliano e renda de amêndoa. Manaquense, ou seja, ótima!

Cafezinho, bolinho e …

… finito! Viagem terminada; passagem de volta pelos jardins suspensos; van até o estacionamento; automóvel e volta pra Juquehy, que por sinal é bem pertinho de lá.

Ah! Ainda deu tempo de comprarmos duas belas cambadas de galinhas-do-mangue pra garantir o jantar de segunda.

Crise? Que crise?

Abs salgados, doces e marinhos!

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dcpv : fim de semana na praia – parte I – juquehy, badauê e gulero

vamos a la playa!
15 a 18/01/10

Fim de semana na praia: Parte I – Juquehy, Badauê e Gulero.

É, desta vez fomos à praia mesmo.

Aquela que tem areia, mar, cadeiras, gente pra caramba, sol. Ou seja, fomos pro litoral.

Mais precisamente pra Juquehy (litoral norte paulista). Mais precisamente ainda, pra Pousada chez Louise et Louis.

Que é muito bem localizada (super pé-na-areia), charmosa, com um bom atendimento, mas que fica a dever em algumas coisinhas.

É incrível como os donos dos negócios não tem olho clínico (ou visão) pra perceber que eles tem uma mina de ouro nas mãos e devem olhar pra todos os cantos com mais capricho. Esta pousada seria perfeita se alguém tivesse feito uma decoração mais adequada; uma boa ergonomia; se tivesse serviços mais legais e até a própria infra-estrutura melhorada  (o estacionamento é horroroso).
Se precisar de uma ajudinha, estamos por aqui!

E esta região, o litoral Norte de SP, também é muito boa, gastronomicamente falando (vide a Pannacota que comemos no Framboesa).

Iniciamos a nossa expedição, jantando na sexta a noite no Badauê, em Juquehy mesmo e pertíssimo do hotel. Lugar badalado, bem bicho-grilo e com uma comida muito boa.

  

A Dé pediu algumas robattas  (de abobrinha, queijo de coalho e frango) e…

 

… eu, um espaguete com camarões que estava excelente.

No outro dia, no sábado (e com um tremendo sol apesar das Josélias Pegorins da vida insistirem que ia chover demais) fomos jantar no Gulero (também em Juquehy, mas no Centro) após passarmos o dia todo na praia a base de guloseimas (de sorvetes Rochinha a biscoitos de polvilho de Caçapava).

O lugar é lindo. Uma casona antiga cheia de bonitos detalhes decorativos.

E a comida não ficou atrás. Também era excelente.

A Dé pediu um espaguete com camarão e rúcula (buoníssimo) …

.. e eu, uma Moqueca de Lagostim. Muito boa e com um caldinho que casava muito bem com o arroz branco.

Finalizou um grande dia duma maneira melhor ainda. Muito sol, muita areia, muito calor!

Ou seja, nem tudo foi tão perfeito assim!
 Quando é que vão inventar uma praia com ar condicionado, sem areia, com pouco sol e água doce? Se bem que tem gente que se diverte muito com estas condições climáticas. 

Cá pra nós, nós também!! rsrs

PS – Continuamos este passeio com uma grande visita ao grande Manacá do simpático Edinho Engel. Aguarde o próximo post.

 

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dcpv – 10 entre 10 brasileiros preferem feijão

número 242
12/01/10

10 entre 10 Brasileiros preferem feijão.

Se tem uma série de livros de culinária que eu gosto é a Aromas e Sabores da Boa Lembrança.

São interessantes, muito bem escritos, com receitas de chefes de estabelecimentos participantes da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança e informativos ao extremo.

Já foram publicados alguns (Berinjela, Tomate, Porco, Batata), entre eles, este, o sobre o Feijão do qual tirei todo a idéia do menu desta noite.

Afinal de contas, não é qualquer ingrediente que consegue ser uma presença tão frequente na mesa de uma população inteira.
Dê um passo a frente, quem nunca vibrou ao experimentar um feijão carioquinha fresquinho acompanhado de arroz, bife e batata frita?  Ou uma bela feijoada com direito a caldinho que só o pretinho produz?

Segundo o próprio livro, o feijão “ é um alimento generoso. Enriquece a terra onde é plantado, alimenta de maneira quase completa, inibe o aparecimento de câncer e doenças cardíacas, ajuda a baixar o colesterol e o nível do açúcar no sangue, combate a anemia. Útil até na fabricação de cosméticos, prescinde de fertilizantes (ó a ecologia, gente!), exige poucos cuidados, é economicamente atraente: um punhado de grãos alimenta uma família ao preço mais barato do mercado“.

Com tudo isso e mais algumas curiosidades que contarei já, já; vamos à noite afeijoada do DCPV.

Isto mesmo, um menu completo só com receitas contendo feijão: branco, vermelho e carioca, que se chama assim pelo seu formato parecer com as ondas do calçadão de Copacabana. Sabia desta?

Bebidinha – Pra acompanhar qualquer feijão, uma boa caipirinha de limão. Com um leve toque de sal nas bordas!

Entrada – Sopa de Pedra e Safari de feijões

Catar feijão se limita com escrever:
jogam-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois joga-se fora o que boiar…”
                    
João Cabral de Melo Neto

Sopa de Pedra? Esta estava na minha lista. Mesmo porque, todo mundo diz que nós comemos até pedras. Chegou a hora de provar!

Esta receita é do Antiquarius. Cozinhe 400 de feijão vermelho e uma orelha de porco (320g) na água e sal por 2,5 hs.
Leve ao fogo, em outra panela, um pouco de azeite, uma cebola picada, 2 dentes de alho picados e 1 tomate picado e sem pele. Acrescente o feijão com toda a água do cozimento e a orelha de porco cozida e picada.

Uma pedra em cada prato …

…e a sopa em volta.

Voilá! Uma deliciosa, densa e gelatinosa sopa de pedras.

Já o Safari de Feijões é quase uma lasanha.
Monte num refratário, camadas de feijão carioca cozido, drenado e refogado numa frigideira. Sobre ela, rodelas de tomates temperados com sal, pimenta e queijo cheddar ralado.

Repita a operação 3 vezes e asse por 25 minutos a 180ºC. É uma delícia total com o feijão ficando ao dente e ligado através do queijo e tomate derretidos.

Acompanhamos esta sinfonia, com um espumante Rosé Contarini quer foi “leguminoso, rososo, espumoso” segundo os Joões, os do pé-de-feijão.

Principal – Espaguete com Creme de Feijão.

” (…) Que prazer mais um corpo pede
Após comido um tal feijão?
Evidentemente uma rede
E um gato para passar a mão.”
                           
Vinícius de Moraes

Teoricamente, seria uma heresia. Misturar macarrão com feijão?

E vou falar uma coisa: ficou um espetáculo! Esta foi a opinião unânime (inclusive do Déo, que escapou do jubilamento).
Só o creme de feijão já é dos deuses (a Dé incorporou imediatamente no nosso cardápio): cozinhe 500 g de feijão carioca em 2 litros de caldo de carne (o legítimo). Reserve 200 g dos grãos de feijão.

Bata o restante do feijão no liquidificador (inclua o caldo). Frite 200 g de bacon picado. Aproveite a gordura e refogue uma cebola e 6 dentes de alho cortados finos. Acrescentes os grãos de feijão reservados. Frite mais um pouco e coloque o feijão batido. Tempere.

Enquanto isso, cozinhe o espaguete.

Monte os pratos com o espaguete no centro  e coloque o molho de feijões sobre ele.

Na verdade, é uma heresia não ajoelhar pra comer este prato!! rsrs

Aproveitamos a sugestão do próprio livro e tomamos um vinho tinto Cruse 6em Génération 2006 Bordeaux que foi “ruajavarisoso, juventoso, bordeauxnoso” segundo os flatulentos, nós mesmos!

Sobremesa – Purê Doce de Feijão Branco

“Mulher, você vai gostar
Tou levando os amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem 
Salta a cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão”
         Francisco Buarque de Holanda

Esta receita é do Emmanuel Bassoleil. E do tempo do Roanne (suspiros. O Roanne era bom demais!)
Um tremendo purê de feijão branco cozido com cravo, canela e fava de baunilha, misturado a um outro de batata-doce e  um caramelo.

Servido com  uma bola de sorvete de creme.

É quase um marrom-glacê suave e bem cremoso. Muito bom!

Leia a opinião dos reis da bolsinha de cereais:

Feijão tem gosto de festa. Que noite perfumada! (Edu)
Feijão maravilha e maravilhoso. (Mingão)
Feijão com macarrão! Soberbo! (Déo)

Resumão da noite: tudo perfeito com um gosto bem brasileiro e ao mesmo tempo, muito contemporâneo.  Feijão utilizado duma maneira delicada e com um resultado de primeiríssima.

PS – Como alguém deve pensar/perguntar, não sentimos nenhum dos efeitos colaterais devido ao fato de ingerirmos toda esta quantidade de feijão. rsrs

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dcpv em paris – montmartre, amelie poulain e McDo

 

semana passada

DCPV em Paris - Montmartre, Amelie Poulain e McDo 

Como eu já tinha escrito anteriormente, a Renata está em Paris fazendo um curso de francês por 6 semanas (o que nos “obrigará” a ir buscá-la na próxima e por duas semanas. Ôba!) e aproveitou, como enviada especial do DCPV que é, pra nos mandar notícias daquela “cidadezinha”. Vamos lá:

“Andar em Montmartre é como estar caminhando pela vida da Amelie. As ruazinhas, o metrô, o carrosel, enfim, tudo te dá vontade de tirar várias fotos.

As  máquinas de fotos do metrô, picotar, jogar embaixo só pro Nino achar e colocar no álbum que ele tinha.
 O lugar onde a Amelie trabalhava no filme, o Cafe des Deux Moulins  é bem gostoso pra tomar café da manha.

O  preço é justo e o chocolate quente é uma delicia, além de ser um dos poucos lugares que eu já vi por aqui que tenha suco de laranja feito na hora (se bem que eu tenho que aprender como se diz coado em francês, porque veio tanto gominho no meio que mais parecia que estava chupando uma laranja).

E claro que subir pra Sacré Coeur é reviver um dos grandes momentos do filme (são tantos). Não recomendo pra ninguém ir de bondinho lá pra cima, mas tem que tomar cuidado com a galera que fica tentando marcar turista, colocando pulseirinha no braço. Nem acredito que ainda tem gente que cai nessa!

Subir pela frente da praça é fazer exatamente o caminho que o Nino fez no filme, o que é incrivel, mas ir pelas escadas laterais também é muito bonito.

Pausa dos papais-corujas: Vou assistir ao filme junto com a Dé (a Dé já viu) e volto rapidinho.
Duas horas depois: Uau, preciso fazer este passeio com a família toda!  

… Continuando:
Lá em cima, nos lugares de turista onde o pessoal pinta retratos, tem um restaurante, o Chez Eugenio, com um toldo vermelho que é muito gostoso. A comida é muito boa, mas por ser no meio da praça é um pouco mais caro que o normal, mas nada que mate nem que te deixe pobre em Paris. ahahhaha

Ah sim! Os McDonald’s daqui ou como os franceses dizem McDo (porque eles são preguiçosos e não pronunciam nada por completo.Palavras da minha prof. Sandrine), são melhores que os do Brasil. O lanche que eu comi é uma delícia; as batatas deluxe são ótimas e elas vem com um molho especial (muito bom também); o McDo daqui vende macarron o que pra mim é um super ponto positivo. ahahhaha.
E  principalmente se for na Champs e estiver perto da sorveteria Hagen Dazz também! ahahhah

O meu lanche era num pão ciabatta, com um hamburger levemente apimentado. Muito bom! Você  tem que experimentar quando tiver aqui; já a mamãe vai gostar da parte com frango, que também é boa.

Bom, eu  como muito perto da escola e tem uns lugares excelentes, meio pequenos e talz… Baguetes, macarrão, salada, carne e coisas assim… por enquanto nao comi nada que nao tenha gostado, mas ja bebi um vinho horrivel que a galera do albergue comprou por dois euros - mas aí não tinha muita salvação também, né? – e uma mistura de vodka e suco de laranja de avião – ui, gosto de remedio – BLEH.

Bom é isto: este foi o primeiro boletim internacional no DCPV, diretamente de Paris. Aguardem que teremos outros brevemente!

Au revoir!

PS – Re,  a mamãe está falando pra você não esquecer de se agasalhar. Está muito frio e você pode pegar um resfriado. Ahahaha.

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Lima – Mercado de Surquillo e a aula

camu-camu? aguaje? tumbo?
18/10/09

Lima – Mercado de Surquillo e a aula.

Mais uma atividade do nosso mini-roteiro gourmet no Peru: conhecer o mercado municipal de Lima, o Surquillo e degustar vegetais e frutas  diferentões além de comprar ingredientes pra aprendermos a fazer o nosso próprio ceviche.

Vamos por partes:

I – A Visita guiada ao Surquillo

O nosso guia, o Adrián Macedo, nos mostrou (literalmente) todos os sabores do Peru.

Bancas com frutas exóticas …

… legumes malucos  (não são pézinhos!)…

 e pimentas (ajis) doidas; …

… milhos deliciosos, …

 

… batatas dos mais variados tipos …

… açougues um tanto quanto malucos …

… e peixarias mais ainda já que não existia refrigeração alguma.

Vamos aos melhores momentos do SPFW dos FLV:

Pitajaya - esta é conhecida por aqui.

Aguaymanto  - a famosa physallis. 

Aguaje - parece uma manga dura.

Sachatomate - é um tomate japonês.

Lúcuma - parece uma abóbora seca, bem seca.

Chirimoya – parente da fruta-do-conde.

Granadilla - quase um maracujá.

Tumbo - é quase uma maracujino. Ou seria um pepicujá?

Pepino - engraçado, mas é quase um melão.

Yacón – quase uma batata doce com bastante líquido.

Huaypo – não tenho a menor idéia. Parece uma esponja pra tomar banho!!

Rocoto - um pimentão mais apimentado.

Moraya ou chuño – são simplesmente batatas desidratadas.

É ou não é um espetáculo?

II – A compra

Logo depois, o Adrian nos deu 50 Soles  (~R$ 35), uma lista de ingredientes e 10 minutos pra comprarmos o necessário pra fazermos um bom ceviche: linguado, cebola roxa, ajis amarelo e vermelho, limões verdes, batata doce e milho.

Gastamos 10 Soles ou seja, R$ 6,00 . É  claro que demos uma “yapa” ou seja, uma bela chorada e ganhamos mais alguns ingredientes além de termos ficado com o troco. 

III – A aula

Continuamos o tour saindo do mercado e indo pro restaurante Señorio de Sulco onde teríamos a nossa aula.

 

Tomamos os nossos Pisco Sour, vestimos os nossos aventais (um brinde) e começamos a trabalhar duro! rsrs

Aprendemos alguns belos truques pra se fazer um ótimo ceviche (e fizemos!):

1 – A cebola roxa cortada deve ficar um tempo de molho em água fria.

2 – O peixe tem que ser extremamente fresco.

3 – Ele deve ficar um tempo somente em contato com sal fino (bastante).

4 - O limão tem que ser espremido na hora de servir o prato pra evitar a oxidação.

Também fizemos causas que são, basicamente, purê de batatas temperados com ajis e montadas de várias maneiras intercalando recheios (camarão, frango, carne, vegetais) e com palta (o nosso famoso abacate).

Continuamos a aula, aprendendo a fazer Lomo Saltado, uma carne cortada em tiras e salteada com vários ingredientes (tomates, cebolas, ajis, alho, shoyo, vinagre, azeite, caldo e batatas fritas) numa wok. 
É um prato com uma grande influência chinesa.

IV – O almoço

Não vale a pena ter uma aula deste tipo onde o aluno come a lição?

E ainda como bonus, um belo Suspiro de Limeña.

Uau, quem me dera que todas as escolas fossem assim!

Enfim, um passeio agradável, saboroso, instrutivo e claro, imperdível!

 

Hasta.

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dcpv – de amarga, basta a vida?

número 241
05/01/10

De amarga, basta a vida?

Coincidência das coincidências, vi, há um tempinho e ao mesmo tempo, duas matérias tanto no excelente suplemento Paladar do Estadão como no irregular Comida & Bebida da Claúdia, sobre a utilização de cítricos na gastronomia.

 

Foi um tal de mexericas pra cá  (ponkã, carioca, murcott, cravo); um tal de laranjas pra lá ( lima, bahia, pera); …

… outro de limões pra cá (galego, taiti, cravo, siciliano, lima da pérsia (que eu nem sabia que era um tipo de limão)  e outro de vários tipos pra lá (kinkan, cidra, pomello).

É claro que estas matérias continham receitas com as tais figuras. Aí foi só escolher algumas e fazê-las já que todos temos algum tipo de afeição/predileção por este tipo de fruta.

Portanto, com vocês, a noite cítrica (mas não amarga) do DCPV.

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Dica – Para fazer um bom drink de verão, adicione vodka a uma bola de sorvete de limão siciliano.
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Bebidinha – Caipirinha de Lima da Pérsia com um twist de Campari.

Gostosa, laranjinha e “margosinha” !

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Dicas – Não custa repetir. Gotas de limão evitam que maçã ou banana escureçam depois de cortadas.
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Entradas

1 –  Salada de Tangerina, salsão e gorgonzola 

Simples e refrescante.

Gomos de tangerina morcotte (murcotte, morgotte, etc) misturados a salsão, noz pecã e temperados com um molho de  suco da própria fruta, limão, azeite, sal e pimenta.

Termine tudo, jogando um pouco de gorgonzola esfarelado.

A Dé disse que terminaria a noite dela por aqui mesmo.

2 – Magret com poncã.

Também fácil. E refrescante. E deliciosa.
Simples (se é que podemos  chamá-los assim) peitos de patos temperados com sal…

… fritos numa frigideira (2 minutos de dada lado) …

… e cortados em lâminas.

Acompanhados de uma saladinha de rúcula, alface,…

… e um vinagrete composto de suco de ponkã, de romã, azeite e sal.

Pronto! Sabores diferentes e com um equílibrio perfeito entre o ácido e o básico.

Ah! Tomamos um tinto Uruguaio, o Cabernet Sauvignon-Tannat Catarsis  que disse a que veio e intermediou perfeitamente a proposta da noite, ou seja, entornamos tudo! rsrs

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Dicas – Lima e limão combinam bastante bem com carnes brancas.
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Principal - Massa ao molho de limão siciliano.

Esta é um clássico daqui de casa. Toda vez que estou em apuros, corro pra fazer um macarrão ao limone!!
E é muito simples (de novo): aqueça manteiga numa frigideira funda e coloque uma cebola roxa cortada em brunoise.

Junte 1/2 xícara de chá de suco de limão siciliano, 1 colher de sopa de casca de limão ralada (sem a parte branca), 1 xícara de creme de leite fresco e deixe ferver por 2 minutos.

Enquanto isso, faça a massa conforme as indicações do fabricante.

Escorra, coloque na frigideira, acerte o sal, coloque parmesão e … prato.

Uma beleza e com um sabor mediterrâneo ao extremo.  A Dé disse que ainda bem que ela não ficou só na salada!! rsrsrs

Já que estávamos na região, abrimos uma Cava sensacional, a  Segura Viuda que realmente segurou tudo!

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Dica – Use a acidez da laranja pra contrabalançar o sabor de pratos com pato.
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Sobremesa – Sopa de tangerina.

Esta prometia. Mas não cumpriu!
O Mingão fez uma calda com acúcar e Campari que mais tarde se mostraria ser quase que a redescoberta do concreto (e não foi culpa dele).

Eu fiz um sorvete de maracuja (na sorveteira velha. A nova, a Ferrari, pifou!!) e misturei com suco de morcotti.

Colocamos a calda no fundo da taça (espero que um dia saia de lá!! rsrs) e completamos com a sopa de sorvete/suco.

Resumo: sabe aqueles sucos Tanjal que servem em avião ou em hotéis? Pois é, tão delicioso quanto.

E eu fiquei contente pela Dé já ter ido dormir e não ter experimentado esta porcaria. hahaha

Veja a opinião dos azedinhos: (o Déo deu mais uma mancada. Se der a terceira seguida, será jubilado… rsrs):
Entradas e pratos soberbos. A sobremesa foi certamente a pior de todos os tempos. (Edu)
Magret soberbo. Salada de tangerina espetacular. Massa maravilha. Sobremesa fraquita, fraquita! (Mingão) 

Todos sabemos que os cítricos tem propriedades antioxidantes e que dão sabores especiais a vários pratos e bebidas (lembra daquela da vitamina C e cama?).

E sabemos também que eles tem tudo a ver com memória gustativa. Quem não se lembra da limonada especial que a mamãe faz? Ou da torta de limão que a namorada faz/fazia (a Dé faz)? Ou ainda, do doce de cidra especial que só a vovó conseguia deixar daquele jeito?

Pois bem, hoje, apesar dos demais pratos estarem excelentes, criei mais um anticlássico com cítricos: uma sopa de maracujá e mixirica com concreto de Campari. rsrs

Até.

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PS – Todas estas dicas foram tiradas do Comida & Bebida da Claúdia e são do Pascal Valero.

restaurante maripili – boteco espanhol ou restaurante de tapas?

entre tapas y tapas
09/01/10

Restaurante Maripili - Boteco Espanhol ou Restaurante de Tapas?

Você gosta de comida espanhola?
Melhor ainda: dum ambiente de botequim com comidas excelentes e preços justíssimos (pra não dizer, baixos)?

Ou melhor, dum lugar que você logo vai chamando de seu e prometendo que se transformará num habituée de lá?
Pois bem! O Maripili (um jeito carinhoso de se falar Maria del Pilar) é este lugar.

Ele fica na Rua Alexandre Dumas, 1152, Sto Amaro ( tel 51814422), perto do shopping Morumbi e bem longe do burburinho dito gastronômico da cidade. Mas ao mesmo tempo, bem perto da casa de praia do DCPV.

Estávamos, eu e a Dé (a Re encontra-se numa sessão aprofundada de aprendizado de francês em plena Paris. Aguardem posts fresquísimos da nossa enviada especial) conversando sobre onde almoçaríamos e lembramos de voltar ao Maripili, já que na primeira vez, esqueci a máquina fotográfica. 

  

Desta vez levamos a poderosa e a nossa fome também.
O ambiente é de uma daquelas tascas pequeninas que você encontra quando se perde em ruas de Madrid/Barcelona.

Chegamos, fomos sentando e pedindo dois tintos de verano (o legítimo, com um pouquinho de vermoute seco).

Escolhemos duas belas entradinhas: a Dé, viciada que é, pediu um Gaspacho. Fresquíssimo e combinando com a temperatura  (altíssima) da tarde.

Eu fui de pan con jamon, uma brusqueta fria com um molho denso de tomate cru e um legítimo pata negra curado. Delícia.

Olhamos pra lousa do cardápio do dia (legal, não?) e pedimos os pratos principais:

A Dé, um Pisto com Lomo que veio bem temperado com um molho com um belo fundo de pimentão e a carne de porco em cubos extremamente macia.

Eu pedi Albondigas, que são isso mesmo o que você pensou: almôndegas grandes com carne moida de primeira com um molho denso de tomates e legumes.

Conversamos bastante, pedimos mais um tinto de verano, passamos a sobremesa e não vimos o tempo passar! Por favor, nâo reclame da demora do serviço. Lembre-se: você está lá pra se divertir.

Resultado – Prazer total com um investimento baixíssimo (R$ 72,00). Poderíamos chamá-lo de Muecotó !

Não precisa nem falar (na verdade, eu já disse) que retornaremos regularmente pois o Maripili é um lugar perfeito pra se fazer um nham-nham. Parabéns ao Dario Taibo, chefão da Sociedade da Mesa (da qual sou confrade há um tempão) e dono do lugar que ele mesmo classifica como uma tasca ou meson.

Respondendo a pergunta que dá o título ao post, pra nós, é um bar charmoso com comida dum ótimo restaurante. Ele cansará de nos ver por lá!

Hasta.

PS – Nham-nham não tem conotação sexual! É somente aquela boa comidinha que você gosta de mordiscar a qualquer hora.
Êpa, tem sim. rsrs

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Astrid y Gaston – o melhor restô de Lima?

não sei, não!
16/10/09

Astrid y Gaston – o melhor restô de Lima?

Você sabe o que é déjà vu?
Pois foi o que nós (eu e a Dé) sentimos quando nos deparamos com o restaurante Astrid & Gastón, do Gaston Acúrio, dono dele  e de um montão de outras coisas em Lima (La Mar, Bembos, Cafe del Museo, etc).

Marcamos justamente prum sábado a noite porque a expectativa era muito grande (pra quem não se lembra, fomos ao de Santiago do Chile e achamos espetacular).
Ele se localiza a uma quadra do excelente hotel Casa Andina Private Collection. É claro que fomos andando e imagindo o grande céu estrelado que deveria estar bem acima das nuvens do fog limeño.

Estava cheio, mas como tínhamosuma reserva (feita através da Gouté) nos sentamos imediatamente.

O couvert é bem parecido com o de Santiago: pãezinhos e grissinis com pastas e azeite. E tão bonito e gostoso quanto.

 

Pedimos um vinho branco Catena 2008 e começamos a estudar o bonito cardápio.

Como estávamos com fome, optamos por pedir um belo ceviche de linguado, o Elegância, na versão clássica como entrada. Fresquíssimo e do jeito que um ceviche tem que ser: bem temperado, apimentado e com um leite de tigre saboroso.

Como principal, a Dé foi de Lenguado de las playas de Chancay en caldo de cogumelos e gengibre. Este peixe é cozido na sua frente quando o garçon joga óleo de gergelim fervente sobre ele. Tem um sabor delicado e bem andino.

Eu fui de Chita. Calma pessoal da Sociedade Protetora dos Animais.  Não é a parente do leopardo e muito menos, a macaca.
Chita é um peixe típico do mar do Pacífico, é branco e tem um sabor bem particular. Fazia parte do prato El arroz jugoso do mar com vôngole y conchas  negras y redución de cebiche a la piedra.

Um arroz molhadinho e cremoso. Extremamente confortável. Quase um risotto andino, um “lerrítimo risueto”.
De sobremesa, uma especialidade do Gaston: Arroz com Limão. Cremoso, denso e docinho. Uma delícia.

Terminamos e ficou uma dúvida. O Astrid é o melhor restaurante de Lima? (conforme cravamos no de Santiago?)

Um dos melhores, certamente. O melhor, levando em consideração toda a experiência e a nossa opinião, foi o Rafael.

Eu acho melhor pedirmos o menu-degustação da próxima vez que formos lá (deixa a Dé saber disso!).

Hasta.

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sudbraqueando com a bia e o leo

ô, vidão
03/12/09

Sudbraqueando com a Bia e o Léo.

Já fiz uma noite por aqui só com receitas da RS, a Roberta Sudbrack.

Léo a conheceu pessoalmente na Semana da Prazeres e conseguiu a receita quase secreta do caviar de quiabo.

Daí, foi um passo pra marcarmos um jantar na sede praiana do DCPV que é bem perto da casa deles.

Se bem que não foi tão fácil assim; mudamos  (muito mais eu!) a data, o horário e como toda boa novela, o final foi feliz pois as 21:30hs, lá estavam a Bia  e o Léo (do hypado Trivial ou nem Tanto), com presentinhos na mão, prontos pra iniciar o nosso encontro.

     

E tivemos a idéia de lançar o projeto Sudbraço onde eu e o Léo cozinharíamos (por enquanto este mesmo menu, a menos que a Roberta se disponha a nos mandar mais algumas receitas. ahaha), ficando a  cargo da Bia (daríamos um bom descanso pra ela), da Dé e da Re serem hostess, fotógrafas e garçonetes.
Com esse time, presumo que o preço deste menu com preço fixo seria altíssimo. Atalas e quetais, nos aguardem!!

Pra testar qual seria a aceitação do pacote, seguem as fotos do provável novo sucesso da cidade, depois do Trivial entre Amigos, óbvio.

Preparação das receitas :

Eu fiz o mis-en-place e deixei as lâminas de chuchu chamuscadas e a farofa de paçoquinha prontas.

Repare na destreza do Léo, tanto pra cortar o tomate em brunoise, como na precisão pra rechear os quiabos com os camarões.

Iniciamos o serviço com as entradas: o Caneloni de Atum (neste caso de Salmão Defumado pois eu estava com uma pressa danada, o atum do sex shop estava uma “bomba” e a Dé disparou a praticidade dela ) …

… e o famoso Caviar de Quiabo (repare que ele ainda não está finalizado mas esta foi a melhor foto! E se você quiser ver tudo bonitinho, venha conhecer o nosso futuro projeto).

Como principal, Lagostins enrolados em lâminas de chuchu, farofa de paçoquinha e leite de amendoim .

 

E pra finalizar com chave de ouro, um Ganache de chocolate com lâmina de nata, biscoito de rapadura e quinua frita com flor de sal (pelo amor desta receita, salvem-na!)

Pronto! Foi uma noite  amisto-gastronômica sem contar a aura que exalou do encontro.
Altos papos, gargalhadas aos borbotões, novos encontros marcados (o IB deles em fevereiro vem aí!) e planos pro que/quando seria o nosso empreendimento.

Tivemos algumas idéias pro nome : Sudbraço, RSP, SudHug, SudArm.
Você sugere algum? Vota em algumas das alternativas? Viria a um encontro desses?

Até o próximo devaneio!

PS – Hei! Antes que todos  os advogados da RS venham nos processar por plágio descarado, já vou avisando que isto é uma brincadeira e melhor, uma tremenda homenagem pra nossa ídola, a Roberta!!
Atualizando – Os advogados da Roberta gostaram do post (assim como ela também. Vide comentários). Então, vamos aproveitar e comemorar os 5 anos do RS. Parabéns! 

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lima – pachacámac e wa lok, a chifa

vá chifa!
17/10/09

Lima – Pachacámac e Wa Lok, a chifa

Acordamos relativamente cedo e estávamos tomando café quando ouvimos um : Yuuuhuuuuuu! Era alto e a voz era de uma pessoa conhecida.

Era a Soledad (aqui estan mis credenciales). Ôba, pensamos!
Era a certeza de termos muitas e boas informações sobre Pachacámac.

 No caminho, vimos construções curiosíssimas feitas sobre morros de areia.

A cidadela fica a 40 km de Lima e foi habitada de 200 a 1533 dC. Lá ficava um oráculo homônimo, Pachacámac, tido como um verdadeiro conselheiro e opinador sobre todos os problemas que assolavam os povos peruanos. Vejam que estou falando de povos peruanos e não somente de incas.

A cidade é bastante grande (a visita é feita de van) com várias ruínas espetaculares, se bem que um pouco degradadas devido a constante depedração.
Mesmo assim até hoje é possível ver pedaços de cerâmicas, tecidos, cabelos e até mesmo, ossos. E humanos.

Conhecemos construções antigas e pré-incas tais como o Templo Pintado (vejas as cores desgastadas, mas vermelhas) e o Templo Viejo.

E também as do período Inca, como o templo del Inti (o Sol) …

… e El Acllahua, a casa das Garotas Escolhidas que era onde ficavam as meninas apontadas desde pequenas pra serem as futuras esposas do Inca, o grande imperador. 


No retorno a Lima, e sem a companhia da Soledad, fomos conhecer uma chifa, a Wa Lok.

Chifas, pra quem não sabe, são restaurantes populares peruanos em que, devido a influência da grande colônia chinesa por lá, se mistura esta culinária com a peruana. A famosa cozinha fusion.

O lugar é estranhíssimo já que fica num andar acima de um cassino (bem mambembe, por sinal).

E parece muito com aqueles restaurantes chineses que temos por aqui. Ah! A comida também.

Comemos Jakzo e Siu Mai, dunplings de camarão e carne.

Arroz chaufa que é um arroz frito preparado ao estilo cantonês.

Sahofa, um talharim de arroz salteado com vegetais chineses em molho de ostras.

Kam Lu Wantan, carne com wantan frito num molho de tamarindo.

E chá verde, pois só ele pra dar um refresco já que a quantidade de comida servida daria pra alimentar todo o exército inca!

Ah! Os bolinhos da sorte também foram servidos e diziam: calma, meus filhos. Essa refeição vai acabar já, já. rsrsrs

Era tanta comida que ao final, achamos esta refeição a mais “marromeno” de toda a viagem.

Valeu pela curiosidade. E cá pra nós! Na próxima, procuraremos uma chifa mais comedida! Repare que a família que almoçou conosco também não estava muito animada!

Hasta!

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